Os problemas de saúde mais comuns em motoristas (e como evitá-los!)

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Doenças cardiovasculares, dores na coluna, estresse, insônia e depressão. Esses são apenas alguns dos males que acompanham motoristas profissionais na puxada rotina de trabalho estradas afora.

Quando não contam com a orientação de médicos e outros especialistas da área de saúde no dia a dia, caminhoneiros tendem a se alimentar mal em restaurantes à beira das rodovias, além de não se preocuparem em cumprir o horário de descanso obrigatório.

Esses são hábitos que, em pouco tempo, acabam comprometendo a saúde desses profissionais, causando grandes prejuízos para as empresas que têm que arcar com as despesas de afastamento do funcionário, assim como com o prejuízo gerado por ordens mal executadas.

No post de hoje você vai conhecer mais sobre alguns dos riscos aos quais os motoristas estão expostos em função da atividade que exercem e a melhor forma de combatê-los ou, pelo menos, amenizá-los. Confira!

Doenças cardiovasculares

Doenças cardiovasculares surgem a partir da obesidade e hábitos nocivos comuns à categoria, como tabagismo, ingestão excessiva de gorduras e falta de exercícios físicos. A adoção de um simples checkup obrigatório é capaz de monitorar o nível de colesterol “ruim” no sangue e de hipertensão, entre outras anomalias que podem levar o profissional a enfartar, ter um derrame ou trombose.

Promover uma política de conscientização sobre o cuidado com a saúde e com a alimentação em geral também se mostra benéfico para garantir que os motoristas encarem esses problemas com menos frequência.

Depressão

Na rotina de trabalho, motoristas profissionais experimentam sensações que vão do medo à solidão, vulneráveis a assaltos, sequestro-relâmpago e toda forma de violência possível. Um acompanhamento psiquiátrico regular pode prevenir patologias, distúrbios do sono e diagnosticar a depressão.

Além disso, os prazos insuficientes para a entrega das cargas fazem com que os motoristas possam desenvolver uma ansiedade crônica. Esse problema pode levar à depressão que, por sinal, se não for tratada com medicamentos apropriados, tem chances de levar ao suicídio.

Alcoolismo

Muitas vezes a depressão está associada a problemas de dependência, como o alcoolismo. Com isso, não é incomum encontrar caminhoneiros que possuem problemas sérios com o abuso de álcool, inclusive durante o horário de trabalho.

Por isso, políticas de prevenção ao uso de drogas e encaminhamento médico de profissionais que apresentarem dependência ao álcool devem fazer parte do planejamento de qualquer empresa encarregada de gestão de frotas. Afinal, tanto o consumo de drogas quanto a ingestão de álcool no horário de trabalho podem ter consequências sérias para a saúde do trabalhador, como acidentes graves e mortes nas estradas, sem contar avarias no veículo e na carga transportada.

Insônia e privação crônica do sono

Um problema muito comum entre motoristas, principalmente os que cumprem prazos muito pequenos, é o de insônia e privação crônica de sono. Muitos motoristas, inclusive, utilizam remédios para que possam se manter acordados e dirigir a noite toda, por exemplo.

A chamada lei dos caminhoneiros foi formulada no Congresso recentemente para regularizar o horário de descanso da categoria, já que ele normalmente é comprometido porque muitos motoristas acabam deixando o sono de lado para tentar efetuar as entregas com mais rapidez e dentro do prazo estipulado. Nesses casos, o motorista corre o risco de dormir ao volante e engrossar as estatísticas de acidentes dessa natureza.

Mesmo fora de serviço, os caminhoneiros podem começar a experimentar quadros de insônia devido aos longos períodos experimentados de privação do sono e por isso é importante mostrar a importância de tomar cuidados nesse sentido, como garantir o mínimo de descanso para o corpo.

Dores generalizadas na coluna

Como ficam muitas horas do dia sentados na mesma posição, motoristas podem apresentar inúmeros problemas de coluna, além de lesões por esforços repetitivos, dores no pescoço, nas pernas e enxaquecas. Campanhas educativas sobre reeducação postural e prática de alongamentos podem amenizar os males da coluna pelos quais passa grande parte da categoria.

O alongamento no trânsito também pode ajudar a resolver esse problema, já que com exercícios simples e rápidos o motorista pode ajudar o seu corpo a absorver melhor os impactos da tarefa repetitiva.

Câncer de pele

Motoristas que fazem entregas diurnas normalmente ficam expostos a uma incidência solar direta e, muitas vezes, desprotegida. Por isso, uma das doenças mais comuns entre os motoristas é o câncer de pele, que surge normalmente no braço, que muitas vezes é mantido fora ou na janela do veículo, e no rosto.

O melhor jeito de evitar essa doença é incentivar o uso do protetor solar com fator adequado e com reaplicação a cada duas horas. Utilizar bonés e óculos escuros também são medidas que ajudam a proteger a saúde contra esse mal.

Problemas pulmonares

Por estarem na estrada boa parte do seu tempo, os motoristas também estão expostos em maior grau a problemas pulmonares diversos, especialmente devido aos muitos gases que são liberados na estrada pelos veículos.

Embora não haja muito que fazer em relação a outros veículos, é sempre importante manter a boa manutenção do próprio veículo para eliminar ou diminuir a emissão de gases potencialmente prejudiciais e também garantir que os motoristas façam checkup com frequência para garantir que a saúde pulmonar esteja em dia.

Perda de audição

Como o trânsito muitas vezes produz barulhos com decibéis superiores ao valor máximo tolerado pelo organismo, os motoristas também enfrentam problemas de audição, como perda total ou parcial de audição e tonturas que ocorrem devido à alteração da região auricular conhecida como labirinto.

Nesse sentido, duas medidas importantes devem ser tomadas: garantir a manutenção do veículo em dia para evitar vibrações e barulhos excessivos e considerar a criação de políticas de conscientização sobre uso de EPIs, como protetores auriculares, em momentos de extremo barulho.

Estresse crônico

Praticamente uma unanimidade entre os motoristas, o estresse crônico costuma acontecer tanto devido aos prazos quanto aos perigos da profissão em si. Embora essa doença seja encarada como algo normal dentro da profissão, ela pode ser responsável por desenvolver ou agravar quadros de doenças cardiovasculares, depressão e insônia.

Por isso, é muito importante que a empresa pense em políticas de valorização do motorista para que ele possa sentir menos os efeitos do estresse. Garantir folgas adequadas e acompanhamento psicológico adequado também é importante para manter a saúde mental dos motoristas. Por outro lado, utilizar um sistema de monitoramento de frotas ajuda a aumentar a segurança e, portanto, a reduzir o estresse experimentado pelo motorista.

Cuidar do capital humano é cuidar de sua empresa e por isso é importante atuar de modo a garantir a saúde dos motoristas da melhor maneira possível. Mais do que implantar essas medidas preventivas na rotina de trabalho, é dever da empresa estabelecer um relacionamento transparente com todos os motoristas da sua frota, pois é só através do comportamento diário dos funcionários que o gestor saberá como, quando e por onde agir. Como diz aquele velho clichê: “prevenir é sempre melhor que remediar”, não é mesmo?

E você, já se preocupa com os problemas de saúde dos motoristas da sua equipe? Já teve algum funcionário que passou por uma situação parecida com as citadas acima? Conte pra nós através dos comentários e não deixe de aumentar a sua produtividade e reduzir custos através de um serviço de gestão de frota eficiente!

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